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África e a estratégia nacional.

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Autor:

Darc Costa (organizador).

África e a estratégia nacional.

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África e a estratégia nacional, Darc Costa (coordenador), 270 p. – R$ 60,00. ISBN 978-85-98059-29-7.

O continente de mais de 90 milhões de habitantes – considerando apenas a África Subsaariana – ainda padece com os níveis de pobreza mais abjetos. Embora alguns países anunciem taxas de crescimento de 10%, isso não mudou as vidas da maioria da população, apenas ampliou as diferenças entre os super-ricos e os pobres, como na Nigéria, Quênia, África do Sul e Angola. Mais de 50 anos após a independência da Nigéria, o país mais populoso do continente (167 milhões de habitantes), ainda não existem sistemas de geração elétrica funcionais, abastecimento de água, ferrovias – apenas rodovias inseguras -, um sistema de saúde em frangalhos e instituições educacionais em más condições.  Como as poucas refinarias raramente funcionam, a Nigéria, o maior exportador de petróleo africano, tem que importar quase todos os combustíveis que usa. Os níveis de vida médios do país são ainda inferiores aos da época da independência.

Por ocasião da independência, as lideranças políticas das antigas colônias tinham ambiciosos planos de desenvolvimento para as suas economias e, na maioria dos casos, começaram a construir sistemas de infraestrutura, saúde e educacionais além de apoiar as atividades agrícolas com serviços de extensão rural e apoio à comercialização dos produtos. Igualmente, começaram a desenvolver as indústrias. A idéia da primeira geração de líderes africanos era de desenvolver suas nações e, em uma ou duas gerações, levar a prosperidade aos seus povos, que já haviam sofrido em demasia sob o jugo do colonialismo.

Hoje, porém, novas potências econômicas têm emergido, como o Brasil, o que se refletiu na constituição do G-20. Com isto, investimentos de grande escala na infraestrutura africana e mudanças no regime comercial para o continente poderão efetuar, no século XXI, as oportunidades perdidas no anterior. A maior prioridade deve ser dada à infraestrutura transcontinental de transportes, especialmente ferroviários, em eixos Leste-Oeste (Djibouti-Dakar) e Norte-Sul (Cairo-Capetown). Para muitos destes projetos, já existem planos elaborados na União Africana, o que se necessita é tirá-los do papel.

Com a mesma urgência, necessitam-se sistemas de geração e transmissão de eletricidade, para que se possa promover uma industrialização genuína e promover um aumento dos níveis de vida da população em geral. Os grandes rios africanos – Níger, Nilo, Zambezi, Cubango e Congo – têm um vasto potencial de geração hidrelétrica. Coma  construção de barragens e canais adequados, os rios poderão funcionar como geradores de energia e eficientes vias de transporte hidroviário, para a movimentação de cargas e pessoas. Além de energia  e transporte, o projeto poderá transferir água da bacia do Congo para o Chade e o Níger, o que ajudaria a combater a desertificação do Sahel e promover a agricultura irrigada em 5-7 milhões de hectares de terras da região

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